Será que é importante, nas nossas autarquias, dependermos organicamente da Presidência ou de uma direcção municipal dedicada à modernização e gestão administrativa, onde poderíamos trabalhar numa cooperação mais profícua com os informáticos?
Parece-me consensual que os departamentos ou divisões de gestão de arquivos exercem uma actividade que é transversal no seio de todas as Câmaras. É uma função-meio dentro da instituição. Nos arquivos municipais é desejável que se crie, não apenas uma equipa dedicada ao tratamento e descrição da documentação histórica, mas várias para trabalharem junto dos serviços para acautelar uma situação que se vem arrastando há muito tempo: a incorporação de documentação acumulada nos depósitos dos arquivos municipais sem ter sido submetida a um processo de avaliação documental logo a partir dos arquivos dos serviços; e, por outro lado, a inexistência de um plano de classificação que uniformize o circuito documental dos serviços, que é a principal causadora do primeiro problema.
Esta forma de interacção com os serviços vai atingir proporções tais que se vai tornar urgente definirmos o nosso lugar. Temos um papel determinante para a conservação do património documental das autarquias, mas ao alargármos o domínio das nossas competências, teremos um papel mais interventivo na modernização administrativa e tecnológica dos serviços. Não começa a ser hora de fazermos parte de uma área orgânica condizente com essa realidade? É óbvio que muitos arquivistas, nomeadamente os que já ouvi de Espanha em conferências, veêm nesta afirmação uma maneira de granjear mais apoios - entenda-se dinheiro. Será o primordial? Mais que isso é, quando a mim, tornar as nossas funções e competências mais dinâmicas e flexíveis, mais viradas para o futuro, sabendo que temos todo um passado que continuará a ser tratado, conservado e disponibilizado aos investigadores e munícipes interessados. E será que nesta perspectiva será mesmo necessário integrármos outra área orgânica?
De onde vimos sabemos nós, mas para onde vamos...será que temos a certeza? O arquivo histórico é um dado adquirido, é aquele que preserva a memória, aquilo que somos: é o domínio da cultura. O futuro há-de um dia ser passado, e é nele que temos de apostar para que chegue em melhores condições às gerações vindouras. E para que isto suceda não é fundamental entramos no domínio da gestão da informação?
Parece-me consensual que os departamentos ou divisões de gestão de arquivos exercem uma actividade que é transversal no seio de todas as Câmaras. É uma função-meio dentro da instituição. Nos arquivos municipais é desejável que se crie, não apenas uma equipa dedicada ao tratamento e descrição da documentação histórica, mas várias para trabalharem junto dos serviços para acautelar uma situação que se vem arrastando há muito tempo: a incorporação de documentação acumulada nos depósitos dos arquivos municipais sem ter sido submetida a um processo de avaliação documental logo a partir dos arquivos dos serviços; e, por outro lado, a inexistência de um plano de classificação que uniformize o circuito documental dos serviços, que é a principal causadora do primeiro problema.
Esta forma de interacção com os serviços vai atingir proporções tais que se vai tornar urgente definirmos o nosso lugar. Temos um papel determinante para a conservação do património documental das autarquias, mas ao alargármos o domínio das nossas competências, teremos um papel mais interventivo na modernização administrativa e tecnológica dos serviços. Não começa a ser hora de fazermos parte de uma área orgânica condizente com essa realidade? É óbvio que muitos arquivistas, nomeadamente os que já ouvi de Espanha em conferências, veêm nesta afirmação uma maneira de granjear mais apoios - entenda-se dinheiro. Será o primordial? Mais que isso é, quando a mim, tornar as nossas funções e competências mais dinâmicas e flexíveis, mais viradas para o futuro, sabendo que temos todo um passado que continuará a ser tratado, conservado e disponibilizado aos investigadores e munícipes interessados. E será que nesta perspectiva será mesmo necessário integrármos outra área orgânica?
De onde vimos sabemos nós, mas para onde vamos...será que temos a certeza? O arquivo histórico é um dado adquirido, é aquele que preserva a memória, aquilo que somos: é o domínio da cultura. O futuro há-de um dia ser passado, e é nele que temos de apostar para que chegue em melhores condições às gerações vindouras. E para que isto suceda não é fundamental entramos no domínio da gestão da informação?
Esta questão orgânica tem sentido se quisermos ser mais reconhecidos no interior das instituições. Mas apesar de tudo, a nossa função na modernização não é também um trabalho cultural, já que o nosso principal objectivo não é colocar os serviços no caminho da organização para que a sua memória perdure e seja respeitada mais condignamente?
Acho que é chegado o momento de aconselhar a nós mesmos: «conhece-te a ti próprio.» Encontro-me nesse processo.

1 comentários:
Passei por acaso e gostei. Blog a revisitar regularmente.
Enviar um comentário